quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Os Patins


Em certa ocasião, havia um menino que tinha adoração por patins. Era tudo o que ele queria na vida. Pediu, pediu, tanto fez que um belo dia, conseguiu. Ficou muito feliz com o par de patins. Não desgrudava dele um minuto sequer. Era dia e noite, o menino e o patins.
Só que no primeiro tombo, no primeiro arranhão, ele ficou com medo de estragar os patins e resolveu guardá-los. Os patins ainda eram a coisa que ele mais queria. O que ele mais gostava de fazer era estar com eles. Mas ele preferiu apenas ficar olhando e não usar mais para não estragar.
O tempo foi passando e os patins guardados. Passaram-se anos e o garoto esqueceu os patins.
Então, em um belo dia, ele se lembra, sente saudades e resolve recuperar o tempo perdido. Vai até o armário, revira tudo e finalmente encontra os patins. Corre para calçá-los e aí tem uma terrível surpresa: Os patins não cabem mais no seu pé.
O menino, acometido de profunda tristeza, chora e lamenta os anos perdidos que não vai mais poder recuperar. Poderia sim comprar outro par, mas nunca seriam iguais àqueles.
Assim, como o menino da história, são as pessoas. Guardam sentimentos, com medo de vivê-los, de se machucar e depois, quando resolvem retomar este sentimento, muitas vezes ele já passou de sua melhor fase. Aqueles patins eram especiais para o menino, eram únicos. Mesmo se comprasse outro… não seria igual.
Deixe as besteiras de lado, as brigas, os ressentimentos, os medos e viva o amor hoje. O que importa é o presente… e ser feliz.
Não guarde os patins. Talvez hoje ainda haja tempo… amanhã pode ser tarde demais.

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