domingo, 9 de dezembro de 2007

A lição da dor


Ontem foi a festa de formatura da alfabetização do meu filho.
Foi uma noite muito feliz para mim, à mãe dele, e pra toda a família.
Meu filho é uma fonte inesgotável de energia, um anjo em forma de criança.
Meus momentos de reflexão, tristeza, são sentidos por ele, e aí é que aparece um grande amigo, meu filho.
Ele me coloca em seu pequeno colo de criança de apenas 6 anos, e começa a me fazer carinho, como se soubesse realmente que é daquilo que preciso.
Nesta noite fiquei analisando a mãe dele, e em como tudo foi acontecendo, e me dei conta de que nunca conhecemos uma pessoa em sua plenitude.
Eu já sabia, afinal, há 3 anos que não estamos juntos, mas ao pensar na minha relação com ela, pensei em como seria com “ela”.
Minha luta interna contra o sofrimento é bastante difícil, às vezes a depressão chega de maneira agressiva, tentando me derrubar, e então busco forças fazendo coisas que me dão prazer.
É quando percebo que fico me enganando, e que não tenho prazer em fazer certas coisas, pois não estou feliz com a situação em que me encontro.
Não por minha vida, mas por meu amor mal resolvido.
Alguns amigos a quem confio certas confidências tentam me ajudar, me alegrar, mostrar que a vida é assim mesmo, e eu sei, mas é que dói, e ainda é uma lição que terei que aprender a lidar um dia, ou serei um eterno repetente.
Recentemente descobri que muitas das coisas mal resolvidas em minha vida me deixaram com seqüelas, me deixaram agressivo, fechado, obsoleto, e depressivo.
Meus ideais de vida, meus sonhos, são planos que agora coloco no papel, e vou atingir um a um, pois sei do meu potencial, acredito nas minhas palavras, minhas promessas, meus juramentos, meu caminho.
“Ela” foi a única mulher em minha vida a qual pedi em casamento, a qual desejaria a cada dia fazê-la mais e mais feliz, constituir uma nova família, e poder dormir em paz todas as noites.
As cicatrizes do passado marcam profundamente nossos corações, por dores que sofremos, por medos que passamos a ter, pelos riscos que não queremos correr.
Vivo cada dia com a certeza de que ainda há muito amor pra se doar, mas com a incerteza de que se um dia iremos voltar.
Um dia me disseram que as frases que escrevo aqui são uma forma de eu me humilhar pedindo pra voltar, mas não acredito nisso, apenas sigo meu coração, deixando claro meus sentimentos, sendo quem sou, pra não esperar viver mil anos e alguém falar que não conhecia este meu lado.
Sou romântico, sofro por levar o coração em primeiro lugar, sou sonhador, idealizador, mas nunca fui muito bom em realizações.
Tenho muitas lições pela frente, principalmente a de aprender a realizar tudo aquilo que desejo, pra que as pessoas saibam realmente quem sou, e se sintam á vontade de me aceitarem exatamente assim.
“Deus escreve certo por linhas tortas”
O que é certo? Estou vivendo e acreditando que descobrirei um dia.

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