
Porque é tão complicado passar pelos dias de distanciamento de quem se ama?
Porque a quem se ama, temos que ficar distantes?
São tantas perguntas, e nenhuma resposta.
Porque amamos pessoas que não estão conosco? Não seria mais fácil esquecermos e pronto?
Ficamos tentando nos distrair, pra esquecer, superar a saudade, já que não se pode matá-la... a saudade...
Pra onde vamos, lembramos, é um carro parecido, uma frase, uma música, um casal na rua se beijando apaixonados, e sofrer por saber que poderia estar assim também, mas não está.
Você não esquece os gostos da pessoa amada, você mudaria o mundo pra ela, e daria o seu mundo se fosse preciso.
Li em uma revista estes dias, uma entrevista com a atriz Letícia Spiller (acho que é assim que se escreve...rs), que assim como eu, ela é geminiana, e na sua vida amorosa sofreu por dar mais de si ao seu amor do que a si mesma.
Seria isso um defeito ou uma qualidade? Não do geminiano, mas do ser humano que se doa plenamente ao amor?
Não quero julgar, nem tenho esse direito.
Distante sentimos saudade, perto cometemos erros, ao telefone falamos o que não queremos, por email palavras com várias interpretações, e o tempo, passa, machuca, lembra que amor de verdade é raro hoje em dia, e que esperar por amor é lindo, mas ainda assim é doloroso.
Não podemos viver contos de fadas, podemos construir uma vida de sonhos, mas se de mãos dadas aprendermos o que precisamos, ainda acredito que seria o melhor.
Reli estes dias os cartões que “ela” me deu, e procurei ali, o que talvez eu não tivesse entendido, ou ela tivesse se enganado ao escrever, promessas, juras, declarações...
Uma amiga escreve em seu MSN ..."O AMOR QUE NA VERDADE, MESMO LONGE CONTINUA SEMPRE AQUI"...
Esta é a prova de que amor verdadeiro sobrevive ao tempo.
Lembrei-me agora de um fato que aconteceu em minha vida.
Quando tinha 18 anos, namorei uma garota por quase 2 anos, foi meu 1º grande amor, e sabe quando me dei conta que deixei de amá-la como mulher? 6 anos depois que nos separamos.
Sempre nutri em meu coração um amor puro, que pudesse ser revivido, e neste tempo, casei, separei, tenho um filho, e graças a Deus ainda estou vivo pra amar novamente.
E fica a pergunta... Quando deixarei de amá-la (ela)?
Não que eu pense nisso, apenas me veio á cabeça agora, porque, bem, é difícil fazer muitas coisas e querer a cia da pessoa amada, é difícil não ter crédito no coração de quem se ama...
Mudei algumas prioridades da minha vida, preciso de um espaço físico só meu, estou acabando de reorganizar muitas coisas que abandonei, e indo atrás de sonhos que esperava tê-la ao meu lado pra realizar.
É só esse meu desejo solitário, viver cada dia intensamente ao lado da mulher que amo...
Eu fico realmente feliz pela felicidade que ela vive hoje, gostaria muito de ter o ânimo e a força pra passar os dias sem pensar em tudo isso como penso, ou será que ela pensa?
O livro da minha vida amorosa com “ela” continua aberto, é muito forte este sentimento, e não quero deixá-lo de lado.
Acreditar na força do amor, me dá forças pra viver, ás vezes choro, ás vezes esqueço, mas sempre tem um aperto no peito, que só ela pode tirar.
Demonstro assim, com palavras, e atitudes compatíveis a uma nova vida que quero.
Todos os dias coloco textos, poesias, pensamentos diversos, músicas, que refletem naquele momento meu estado de espírito, não em plenitude, mas parcialmente.
No amor não existem riscos, existem trocas boas e ruins, vai de nós estarmos dispostos a viver este constante aprendizado.

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