domingo, 5 de outubro de 2008

“Nosso medo de amar nos faz perder a admiração das pessoas a quem realmente podemos dar amor”.


Há dois meses atrás, recebi a frase acima como uma sugestão para escrever no blog, e agora compartilho com vocês.
Dedico ao amigo Julio Nogueira, pelas dicas que me fazem buscar inspiração para escrever...

Somos seres que tem medo de encarar o amor?
Somos seres que buscam e “encontram” desculpas para não acreditar no amor?
Somos capazes de olhar para a pessoa a nossa frente e dizer suas qualidades e seus defeitos?
Somos capazes de dar o amor que a outra pessoa espera?
O que você espera do amor?
O que você espera de uma pessoa?
Pensando em tudo isso, acredito que não há medo que supere uma admiração, ou o amor por uma pessoa.
Acredito que este medo de amar seja na realidade um mecanismo de auto defesa, onde impera o amor próprio na sua forma mais pobre, o egoísmo.
Vivemos em busca da felicidade, mas não sabemos ao certo qual tipo de felicidade é a que queremos todos os dias de nossas vidas.
Uns procuram a felicidade de possuir todos os bens materiais a que se acredita ter direito.
Outros procuram a felicidade temporária, aquela das festas, da mídia, das baladas.
Há ainda aqueles que buscam a felicidade através da realização profissional, como garantia de conforto e realização pessoal.
Porém, nestes três casos que cito, quando sabemos ou não qual deles é nosso foco, não damos atenção a única e verdadeira felicidade que nos completa realmente.
A Felicidade de Amar e ser Amado.
Mas em tudo isso, achamos fácil trocar de carro, de festa, ou de emprego, e fazemos do amor algo “impossível” de se substituir.
E é assim que realmente deve ser, o amor é único, mas a forma de amarmos alguém não, e achamos que só podemos “eticamente” amar uma única pessoa a vida toda, só podemos amar de um único jeito.
O Amor não é regra, é Inspiração!
Devemos ter do amor, Fé e Criatividade.
Mas somos seres preconceituosos, temos medo de amar, pelo que sofreremos ou não, ou pelo que os outros irão falar.
Temos medo de ser criativos, de inovar.
Temos medo de sofrer por amor, no seu sentido de sofrimento belo que a palavra exprime.
Então não deixamos de admirar a pessoa a quem podemos dar amor, nós temos medo, de que, se não formos correspondidos, seremos obrigados a carregar o peso de nunca mais encontrar um novo amor,e então viver uma nova felicidade.
Não há limites para o que se sente, não há limites para a fé.
E sendo assim, não podemos deixar que o medo seja mais forte que a nossa fé, temos que acreditar em dias melhores, acreditar no amor.
Como dizem, sonhar grande ou pequeno tem o mesmo preço, então vamos dar asas aos nossos sonhos, amar sem medo, declarar-se com o coração livre de medos, e tentar ser feliz todos os dias, com o que temos hoje, e o que realmente queremos ter para o resto de nossa breve passagem pela vida.

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